REVOLTAS POPULARES (até o séc. XIX)
A experiência da colonização gerou profundas tensões sociais entre
grupos diferentes, que entraram em conflito por diversos motivos. O foco central deste item são os conflitos
que geraram movimentos de natureza nitidamente popular, ou seja, que envolveram
as camadas da população que não tinham acesso aos processos de decisões
políticos, mas se organizaram de alguma forma, sob lideranças, em defesa de
territórios. Importante ressaltar que essas reivindicações não se davam
em um contexto democrático, ou seja, não havia igualdade na participação das
decisões de poder e a exploração de determinados grupos sociais geravam enormes
tensões sociais.
Após a Independência do Brasil, podem ser identificados vários
movimentos que contaram com a participação das camadas mais pobres da
população. Na primeira metade do século XIX, essas rebeliões tiveram como
denominador comum a insatisfação com os governos locais e suas decisões, bem
como a situação de pobreza e miséria em que vivia a maior parte dessa
população, o que gerou conflitos e tensões e a formação de grupos rebeldes
organizados em torno de lideranças locais.
Da segunda metade do século XIX em diante, após a consolidação do poder
imperial, as rebeliões populares ganharam um caráter diferente. Elas se
caracterizam por constituírem, sobretudo, reações às reformas introduzidas pelo
governo, como, por exemplo, a introdução de novos pesos e medidas.
Já na passagem da Monarquia para a República (1889), o foco das
rebeliões passa a ser a disputa pela terra. É o período que os movimentos
camponeses se voltam contra o poder dos chamados “coronéis”, ou como eram
conhecidos os lideres políticos locais, que detinham o poder de subjugar o
trabalho livre após o fim da escravidão.
(Fonte: Caderno do aluno edição 2018 p.52)
Interessante porfessora!
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