quarta-feira, 1 de abril de 2020

Revoltas Populares


REVOLTAS POPULARES (até o séc. XIX) 

A experiência da colonização gerou profundas tensões sociais entre grupos diferentes, que entraram em conflito por diversos motivos.  O foco central deste item são os conflitos que geraram movimentos de natureza nitidamente popular, ou seja, que envolveram as camadas da população que não tinham acesso aos processos de decisões políticos, mas se organizaram de alguma forma, sob lideranças, em defesa de territórios.  Importante ressaltar que essas reivindicações não se davam em um contexto democrático, ou seja, não havia igualdade na participação das decisões de poder e a exploração de determinados grupos sociais geravam enormes tensões sociais.
Após a Independência do Brasil, podem ser identificados vários movimentos que contaram com a participação das camadas mais pobres da população. Na primeira metade do século XIX, essas rebeliões tiveram como denominador comum a insatisfação com os governos locais e suas decisões, bem como a situação de pobreza e miséria  em que vivia a maior parte dessa população, o que gerou conflitos e tensões e a formação de grupos rebeldes organizados em torno de lideranças locais.
Da segunda metade do século XIX em diante, após a consolidação do poder imperial, as rebeliões populares ganharam um caráter diferente. Elas se caracterizam por constituírem, sobretudo, reações às reformas introduzidas pelo governo, como, por exemplo, a introdução de novos pesos e medidas.
Já na passagem da Monarquia para a República (1889), o foco das rebeliões passa a ser a disputa pela terra. É o período que os movimentos camponeses se voltam contra o poder dos chamados “coronéis”, ou como eram conhecidos os lideres políticos locais, que detinham o poder de subjugar o trabalho livre após o fim da escravidão.                                                                                                                                                       
(Fonte: Caderno do aluno edição 2018 p.52)

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