segunda-feira, 4 de maio de 2020

Site alemão oferece 'manifestantes de aluguel'

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3°séries - SEMANA 06


Site alemão oferece 'manifestantes de aluguel'







Vai um manifestante aí? Um sítio alemão teve a curiosa idéia de alugar manifestantes para participar de protestos públicos. Pela modesta quantia de US$ 188 por dia, uma organização pode desfrutar de manifestantes de boa aparência para ajudar a passar sua mensagem política para o público.

Erento.com é o nome da página que oferece o serviço. ‘O que a geração de 1968 fazia por paixão, as pessoas agora fazem por dinheiro’, afirma David Gordon Smith em artigo no Der Spiegel [18/1/07]. A Erento é uma companhia de Berlim que faz a ligação entre prestadores de serviços ou proprietários a possíveis clientes e compradores. 

Desde dançarinas de strip-tease até exuberantes Ferraris figuram na relação do erento.com, um site alemão especializado em alugar qualquer coisa imaginável.

Mas a partir deste ano, a empresa começou a oferecer "manifestantes profissionais", homens e mulheres, geralmente estudantes, desocupados e aposentados, que por um pagamento especial se transformam em defensores de qualquer causa que se possa imaginar.

A partir das informações pessoais, pode-se escolher candidatos pelo tom da pele, classificados como ‘europeus’, ‘africanos’, ‘sul-americanos’ ou ‘asiáticos’.

Profissionais e éticos


Questionado pelo Der Spiegel, um porta-voz da empresa afirmou que, em sua maioria, os manifestantes são estudantes, desempregados e donas de casa. Os pseudo-protestantes são livres para negociar seu preço com os clientes. Grande parte parece ter aderido ao contrato padrão de US$ 188 por seis horas de trabalho, mas alguns podem ser contratados por US$ 13 a hora. A Erento fica com 4,9% do dinheiro, e o resto vai para o manifestante. Fundada em 2003, a companhia hoje oferece serviços em 2.200 categorias. O porta-voz completa que a criação do aluguel de manifestantes surgiu a partir da procura de organizações pelo serviço.

"No final do ano, soube-se que uma manifestação em frente ao Parlamento, que reuniu cerca de 200 membros da Associação de Médicos Alemães contra uma nova lei de saúde, havia sido coberta por 150 manifestantes alugados e rapidamente disfarçados com o avental branco."

Se protestar virou um negócio, para os manifestantes-profissionais não vale tudo. ‘Eles têm que decidir sozinhos de que tipo de protestos participariam’, diz o porta-voz. ‘Uma pessoa pode ser a favor de reformas no setor de saúde, enquanto outra pode ser contrária à questão’. Manifestações neo-nazistas ou que promovem discriminação, entretanto, estão fora de questão. Os pseudo-protestantes podem segurar cartazes, gritar slogans ou apenas formar uma pequena multidão. Estariam eles dispostos a atirar coquetéis molotov ou lutar com policiais? Smith, no Der Spiegel, acredita que não. Pelo menos não por US$ 13 a hora.

A crescente despolitização da população parece fazer com que nem mesmo aqueles afetados diretamente em seus interesses reúnam forças nem ânimo suficientes para sair às ruas.

Com uma carteira recheada, muitas iniciativas poderiam simular um apoio popular inexistente, um problema que já começa a preocupar juristas e políticos na Alemanha.


O texto foi criado a partir das informações das duas fontes: 

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Depois de ler essa notícia responda  a duas provocações no link abaixo:








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